Como namorar uma lésbica

Como namorar uma lésbica

outubro 22, 2018 0 Por Carla Matos

Todo casal lésbico adora um bom drama no relacionamento. É aquele ditado que diz: “mulheres: ruim com elas, pior sem elas”. Se bem que no meu caso eu acho que com elas é sempre maravilhoso.
Transar enquanto seus pais saem pra comprar sorvete é uma síntese maravilhosa da juventude. Assim como perceber que você talvez não esteja 100% alinhada ao universo lésbico se nunca sequer assistiu um vídeo pornô de mulheres ou chupou uma xoxota. A sexualidade tem essa mistura de medo, descoberta e tesão. Por isso, a VICE pediu um relato para mulheres que voltaram no tempo para relembrar a primeira vez que transaram com outras mulheres. Saca só.

SARRAÇÃO DE CALÇA JEANS
Eu tinha uns 16 anos e foi um ano de estreias juvenis: o primeiro porre, o primeiro beck e a primeira vez com a minha primeira namorada. Praticamente aquele filme do Adam Sandler com a Drew Barrymore. Sensação de noob em todos os passos. Mas tudo começou quando a pegação foi ficando mais intensa após alguns meses de namoro. As mãos que, até então, se limitavam apenas aos seios foram descendo ao passo que o tesão, o medo, o suor e a puta insegurança confortável iam aumentando e se misturando com a vontade de ir além (e nem eu e nem ela sabíamos o que era isso). De início, era aquela sarração com roupa, velcro com velcro da calça mesmo. E, pra nós, estava tudo ok. Prazer alcançado, felicidade no rosto e acabava lá mesmo. Mas, num fatídico dia, ouvimos uma amiga falando que você só é sapatão de verdade se chupar uma xoxota. Foi aí então que tivemos um estalo: “Ops, o que estamos fazendo até agora?”. Decidimos descobrir os mistérios da caverna do dragão começando com uma discotecada básica. Até aí, tudo certo. DJ, toca o som, tô ficando louca e cê também. Mas faltava aprender a cantar na língua sapatina. Então, fui primeiro. Ariana nata, xá comigo. Fui chupando, meio que beijando, meio que enrolando, meio barro, meio tijolo. Não sabia o que tava fazendo e naquela época eu não vi filme algum, nem tutorial no YouTube e nem nada. Aprendemos na prática. Só ia sendo guiada pelos gemidos, quanto mais alto, mais eu continuava os movimentos. O melhor tutorial foi seguir os reflexos dela. Depois de muito alongamento bocal e movimentos intermitentes, veio o gozo mais tenso e intenso. Pronto, mundo novo. A coisa foi louca. Não paramos mais. Agora era a vez dela. Montanha-russa de prazer, vamos de novo? Cada dia era uma nova aventura, o lance sempre foi conhecer ela e me reconhecer em nós. Depois disso, a gente começou numa onda de orgasmos múltiplos pesados. O máximo que contamos foram 11. Mas aí, também, nunca mais. Foi diferente por ser a primeira e por ser ela. Quando tem amor, a gente saca depois que o número 1 e o 11 sempre andaram juntos. – Yasmin, 26

Após discutir muito e ouvir outras mulheres, separamos alguns casos que parecem estar SEMPRE presentes entre um bom casal lésbico:

1 – Diferença de idade
Olha, pode ser só impressão minha, mas lésbica adora procurar o amor da sua vida em alguém muito mais velha ou em alguém muito mais nova. É fácil perceber que um relacionamento desses não é dos mais fáceis né? Então, coloca a cabeça no lugar, exercita bastante a arte da conversa e faça de tudo pra que vocês se entendam mesmo estando em momentos diferentes da vida. O amor pode superar isso também.

2 – Preconceito/família
A sua família é super de boa e aceita que você é maravilhosa exatamente da forma como você é? Você é uma menina de sorte….mas aí você se apaixona por uma menina trancafiada no armário, com mãe e pai evangélico e que sempre olham torto pra você por causa da sua blusa xadrez. Meu amor, essa situação não é fácil, mas se você ama a sua menina mais do que tudo, vai em frente, encara os sogros que no final, tudo dá certo.

3 – Relacionamento a distância
Olha, se tem uma coisa que toda boa lésbica adora, é um relacionamento a distância. Normalmente iniciado pelo tumblr ou qualquer outra rede social, evoluído para o WhatsApp e depois levado diretamente para os maiores pesadelos do amor, os relacionamentos a distância são sempre cheios de viagens, declarações por telefone e muitas noites de sono perdidas. E mesmo com todo o ciúmes e insegurança que acaba rolando, nada é melhor do que aquele momento do abraço no saguão de desembarque quando finalmente se encontram.

4 – Ex
É aquela história né, parece que toda boa lésbica tem uma ex que é amiga ou convive com os mesmos amigos que você. A verdade é que por sofrermos tanto preconceito e lidarmos com a violência diariamente, acabamos por vezes nos isolando em “guetos”, ou seja, todo mundo se conhece. É quase inevitável que o drama com ex aconteça. Mas é só focar no presente, até porque passado é passado né.